|
Origem dos Rezendes
Rezendes Inconfidentes
Adriana Fernandes Rezende
Março/2002
Pela importância histórica
dos Rezendes envolvidos na Inconfidência Mineira e posteriormente
na legislatura mineira, não poderíamos deixar de citar
o capitão José de Rezende Costa e seu filho de mesmo
nome.
Capitão José de Rezende Costa,
o pai
Filho de João de Rezende Costa (primeiro
Rezende a aportar no Brasil) e da ilhoa açoriana Helena Maria
de Jesus, nasceu em 1728, na freguesia de Prados, Comarca de Rio
das Mortes, e faleceu na África em 1798. Casado com Anna
Alves Pretto (açoriana, filha de D. Diogo de Lara), morava
em sua fazenda Campos Gerais da Laje, que possuía engenho,
moinho e senzala, além de uma vasta biblioteca. Era capitão
do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São José
do Rio das Mortes. Tinha casa no arraial da Lage, cidade que hoje
leva seu nome (Resende Costa-MG).
Por envolvimento na Inconfidência Mineira, foi, junto com
seu filho, condenado ao degredo em Bissau, na Guiné Portuguesa,
e depois transferido para a Ilha de São Tiago de Cabo Verde
(África), onde faleceu. Lá, exerceu o ofício
de contador e inquiridor, dentre outros.
Conselheiro José de Rezende Costa, o filho
Nascido em 1765, na freguesia de São José
do Rio das Mortes, e falecido no Rio de Janeiro em 17/06/1841, era
o mais novo dos Inconfidentes e único não-sacerdote
a voltar do degredo.
Tinha 24 anos quando se envolveu na Inconfidência Mineira.
Atrasou sua ida para Universidade de Coimbra, por pretender cursar
a universidade projetada pelos conjurados.
Após dez anos na África (1793-1803), exercendo cargos
no governo de Cabo Verde, obteve licença para passar a Lisboa
em 1804, onde serviu em outros cargos. Foi para o Rio de Janeiro
em 1809, a chamado do príncipe regente, onde foi encarregado
de tudo que era relativo a diamantes. Em 1821 foi eleito deputado
para as Cortes Portuguesas por Minas Gerais, sendo também
deputado na Assembléia Constituinte de 1821 e 1823, e na
primeira Legislatura Ordinária em 1826.
O prédio da Assembléia era a antiga Cadeia Pública
de Vila Rica, e os debates legislativos travavam-se no mesmo lugar
onde 31 anos antes ouvira sua condenação. Em 1827
obteve sua aposentadoria e o título de Conselheiro do Império.
Em 1836 escreveu uma memória histórica sobre diamantes,
seu descobrimento, contrato e administração. Em 1840
foi eleito Membro do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, quando então escreve sua versão da Inconfidência,
comprometida pela situação política do país
e por suas amargas lembranças.
Sepultado na Igreja de São Francisco de Assis, em 1850, seus
restos mortais foram transladados para o Cemitério do Catumbi,
Rio de Janeiro. Deixou dois filhos: Antônio Pereira de Rezende
e José Pereira de Rezende.
[Topo]
|
|